domingo, 29 de novembro de 2009
Ort 2000 - Minhas músicas nacionais preferidas da década
Foi tão trabalhoso e divertido que eu resolvi ressucitar o Ortegópolis pra postar as minhas músicas - em ordem decrescente, pra aumentar a emoção. Com certeza eu esqueci um monte de coisa e cometi várias injustiças terríveis (desculpas adiantadas aos artistas magoados). A lista final do Bloody Pop deve sair até o fim do ano. Tem uma de discos também, depois eu conto a minha.
50. "I trust my dealer" - Montage
49. "My favorite way" - Black Drawing Chalks
48. "I was born in the 90's" - Mickey Gang
47. "Odeio" - Caetano Veloso
46. "Seguindo estrelas" - Paralamas do Sucesso
45. "Confesso que errei" - Rockz
44. "Unidos do caralho a quatro" - Hermes e Renato
43. "Eu não consigo ser alegre o tempo inteiro" - Wander Wildner
42. "Você pode ir na janela" - Gram
41. "Cachaça" - Vanguart
40. "O mais vendido" - Mombojó
39. "Compacto" - Curumim
38. "Jhenny Paula" - Os Pedrero
37. "Copacabana" - Móveis Coloniais de Acaju
36. "União Soviética" - Réu e Condenado
35. "Pra matar a fome" - Lasciva Lula
34. "Fale mal de mim" - Autoramas
33. "O mundo é bão, Sebastião" - Nando Reis
32. "Não sei jogar" - Astromato
Shame on You, Tube
31. "Pareço moderno" - Cérebro Eletrônico
30. "#1" - Monno
29. "Let's make love and listen death from above" - CSS
28. "Brand new start" - Little Joy
27. "Malevolosidade" - Superguidis
26. "Agridoce" - Pato Fu
25. "Baranga" - João Brasil
24. "Office boy" - Bonde do Rolê
23. "A Marchinha psicótica de Dr. Soup" - Júpiter Maçã
22. "Fama de putona" - Tati Quebra-Barraco
21. "O rock acabou" - Moptop
20. "(vo)C" - Video Hits
19. "Bonde da orgia de travecos" - U.D.R.
18. "A flor" - Los Hermanos
17. "Melô das Musas" - Mundo Livre S/A
16. "Melissa" - Bidê ou Balde
15. "Tchubaruba" - Mallu Magalhães
14. "Na sua estante" - Pitty
13. "Primeiro de agosto" - Transmissor
12. "Meu maracatu pesa uma tonelada" - Nação Zumbi
11. "Sentimental" - Los Hermanos
10. "Baba" - Kelly Key
9. "Assinado eu" - Tiê
8. "Rap das armas" - Cidinho e Doca
7. "Anormal' - Pato Fu
6. "Matemática" - B5
5. "Mesmo que mude" - Bidê ou Balde
4. "Deixe-se acreditar" - Mombojó
3. "Sexperienced" - Cachorro Grande
2. "Semáforo" - Vanguart
1. "Último Romance" - Los Hermanos
terça-feira, 2 de dezembro de 2008
Ortegópolis, cidade devastada
quinta-feira, 3 de abril de 2008
Lançamento! Cases de Infortúnio
A conexão dessas frases desconexas aí de cima gerou o maior lançamento da história de Ortegópolis:
(pausa para o estouro de fogos, o desfile de malabaristas e elefantes, champanhes pipocando e fazendeiros jogando o chapéu pra cima)
é o álbum-coletânea Cases de infortúnio! Nesta obra, o dia-a-dia do trabalhador de escritório e contado ao som dos belos acordes de grandes bandas brasileiras e gringas. Aqui está o LINK PARA O DOWNLOAD DO DISCO. A tracklist está abaixo:
1. Welcome to the working week - Elvis Costello
2. Mais um dia de cão - Superguidis
3. 2000 Man - Rolling Stones
4. A well respected man - The Kinks
5. Funcionário do mês - Réu e Condenado
6. Nada pra Fazer - Cachorro Grande
7. Fitter Happier - Radiohead
8. Ghost of a corporate future - Regina Spektor
9. Longo Karma - Violins
10. Preciso me encontrar - Cartola
11. I gotta move - Ben Kweller
12. Sessão da Tarde - Carbona
13. Paris - Friendly Fires
14. O Sol Nascerá - Cartola
segunda-feira, 24 de março de 2008
Um distrito de Ortegópolis
quinta-feira, 13 de março de 2008
OrtEgo
Ou a tia provou mais uma vez sua falta de noção com uma foto completamente nada a ver ou eu finalmente virei alguém na noite.
Primeira opção, dedos!
segunda-feira, 25 de fevereiro de 2008
Nostalgia parte 2 - Chilindrina
Lembro de deitar na cama à tarde, depois das aulas do primeiro ano, e pensar "MEU DEUS, que coisa incrível, eu tenho uma banda, isso é surreal". Além de escolher o repertório, eu gostava de escolher o futuro: na última folha do meu caderno tinha uma linha do tempo imaginária da banda, com todos os passos que estariam descritos em uma biografia futura, como "encontro com o cara de uma gravadora" e "lançamento do primeiro disco". Claro que nada disso aconteceu, e hoje os itens mais memoráveis da biografia seriam "incitar a balbúrdia no colégio em um show no recreio", "gastar uma fortuna incrível, tipo os últimos 10 reais no bolso de cada um, para gravar no estúdio" e "entrar para a faculdade e parar definitivamente com a banda".
***
Resgatei essa história como pretexto para lançar o primeiro clipe da Chilindrina, que nunca tinha sido visto fora do meu computador. A música se chama "Madruga", é instrumental e faz parte do primeiro EP da banda, de 1999, mais conhecido como "aquele com um cachorro no cenário do Chaves na capa".
Nostalgia e camisas de flanela digitais
Os discos mais antigos e empoeirados me fizeram sentir aquela nostalgia da adolescência. Eles são, em geral, da Fase Grunge, que foi mais ou menos minha primeira grande fase musical (a segunda foi a Fase Britpop e a terceira foi a Fase Sortidos, que dura até hoje).
A trilha durante o trabalho arqueológico foi Live on Two Legs, disco ao vivo do Pearl Jam, de 1998. Adoro a falta de vergonha deles em serem "homens que assistem futebol americano na TV tomando cerveja mas não têm medo de demonstrar suas emoções" e se arriscarem naqueles hinos roqueiros que eu não ouvia há tanto tempo.
Parece que isso é só o começo. Agora eu carrego vários gigas de nostalgia no bolso. E já que segunda de manhã vem aí, estou pensando se esse retorno à adolescência me dá o direito de voltar a usar roupas esfarrapadas e falsificar atestados médicos para poder dormir até mais tarde.
sábado, 23 de fevereiro de 2008
Kinks, Juno e os homens respeitáveis
A letra descreve de um jeito tão singelo a vida dos "homens respeitáveis" que vira um manifesto mais forte que seriam um bando de palavras de ordem. Claro que dá vontade de gritar e promover uma quebradeira toda vez que você ouve alguém defender a importância do feedback. Mas transformar esse jeito sem graça de viver em uma canção cheia de graça parece uma reação mais inteligente.
Começa assim:
Cause he gets up in the morning,
And he goes to work at nine,
And he comes back home at five-thirty,
Gets the same train every time.
cause his world is built round punctuality,
It never fails.
E continua:
quinta-feira, 21 de fevereiro de 2008
Acceptable in the 90`s
A esquisitice calculada dos instrumentos e da voz é tão bem resolvida que às vezes você se esquece de achar esquisito e pensa em algo arrumadinho como rock progressivo. Claro que conta aí o deboche de Malkmus ao fazer músicas como nomes tipo "Dragonfly Pie" e faixas de 10 minutos. Parece provocação: "ei, eu posso contar a piada que eu quiser, mas mesmo assim você vai rir se eu falar daquele velho jeito desleixado que vai te fazer lembrar de quando você achava uma coisa incrível conhecer e entender essas piadas, seu indie velho". Maldito Malkmus.
quarta-feira, 20 de fevereiro de 2008
Punk de agência
- Depois do case de anúncio de celulares 3G via mensagens por bluetooth que te acham mesmo debaixo de uma piscina e se implantam no seu cérebro, vamos conhecer o case do punk-rock.
Mate-me. Por favor.
sábado, 16 de fevereiro de 2008
Meu clipe da Cat Power
Aquele clima de estrada, com as montanhas passando e o dia virando noite, pode ter aumentado meu medo, mas também me fez achar o disco bonito. O clipe foi muito adequado à música :)
sexta-feira, 15 de fevereiro de 2008
Cisco no olho
A primeira é a mais sem sentido, porque é dançante, tem um clipe engraçado, mas não sei por que motivo eu cismei que é terrivelmente romântica. Até já falei um monte disso em textos. É "Ready for the floor", do Hot Chip (vergooonha). Se alguém mais tiver ficado pelo menos um pouquinho emocionado com essa música, seria legal me avisar, pra eu saber que não estou viajando totalmente (a gente pode até chorar junto, olha que bonito). Ouve só:
A segunda é claramente de fazer chorar, apesar de que nada justifica fazer isso chegando em uma reunião de trabalho. Mas ah, quem resiste a Fernanda Takai cantando uma música chamada "Descansa Coração"?
A canção mais recente dessa lista se chama "Devaneio esferográfico" (vergoooonha 2). Apesar do nome brega, a letra é bonita de verdade. A música está no disco novo do Rockz e também aí embaixo.
quinta-feira, 14 de fevereiro de 2008
Acceptable in the 80´s
segunda-feira, 11 de fevereiro de 2008
No Country For the Old Young
Neil Young, (anti-)herói country, também deu um sinal de que os dias de hoje são ruins. Ele declarou a repórteres no Festival de Cinema de Berlim que "a música não pode salvar o mundo". Depois ele tentou se explicar melhor (a declaração completa dele está aí embaixo). Quando até o tio-hippie-cabeludo que escreveu "Rockin' in a free world" acha que a coisa está difícil, é porque a coisa está realmente difícil.
A Song Alone
By Neil Young
No one song can change the world. But that doesn’t mean its time to stop singing.
Somewhere on Earth a scientist is alone working. No one knows what he or she is thinking. The secret is just within reach. If I knew that answer I would be singing the song.
This is the Age of innovation. Hope matters. But not hope alone. In the age of innovation, the people’s fuel must be found. That is the biggest challenge. Who is up to the challenge? Who is searching today? All day. All night. Every hour that goes by. I know I am.
My friends write to me don’t give up. I am not giving up. I know this is the time for change. But I know that it’s not a song. Maybe it was. But it isn’t now. It’s an action, an accomplishment, a revelation, a new way. I am searching for the people’s fuel. Will I find it? Yes. I think so. I don’t know why I may have been chosen to help enable a discovery of this magnitude. I know I can only write a song about it when I find it. Until then I can write a song about the search or spend all my time looking. But a song alone will not change the world. Even so, I will keep on singing.
domingo, 10 de fevereiro de 2008
O disco móvel de Timbaland
De início, a idéia soa criativa como a do Radiohead, mas enquanto os ingleses pareceram espontâneos, a jogada do Timbaland é tão redondinha que não esconde pelos cantos o bando de diretores de marketing prontos para atacar nossos bolsos feito hienas.

terça-feira, 5 de fevereiro de 2008
Crítica do Hot Chip no JB
domingo, 3 de fevereiro de 2008
Lightspeed Champion, monstros de pelúcia e poesia em outdoors
A banda é liderada por um cara esquisito chamado Devonte Hyness, cujo último projeto era com os indie-roqueiros-loqueirinhos do Test Icicles. No ano passado, ele viajou para Omaha, terra do Elliot Smith, e de lá voltou com esse som mais calmo e chicletudo. De bônus, os clipes têm referências visuais bem espertinhas.
O primeiro vídeo foi o de "Galaxy of the Lost", bem fofa e levinha. Queria saber onde vendem esses monstrinhos de pano que contracenam com Devonte.
sábado, 2 de fevereiro de 2008
Later... with Radiohead
Além da banda de Thom Yorke, Cat Power, Fiest, Mary J Blige e Robyn Hitchcock vão comemorar o aniversário do Jools.
quinta-feira, 31 de janeiro de 2008
3 cópias autenticadas (um cover, um single, um clipe)
Alex Turner fez ao vivo uma versão de "Reptilia", dos Strokes, acompanhado por músicos de uma banda amiga, Lightspeed Champion. Ele teve a manha de tocar uma faixa da banda na qual os Arctic Monkeys mais se "inspiraram" e mesmo assim não perder nada do seu estilo "estou contando uns casos aí sobre a vida" de cantar.
Dá pra ouvir "Nine in the afternoon" aqui.
Já Kylie Minogue não tem muito o que provar a ninguém no décimo disco de sua carreira, X. Já chegou ao ponto em que, mudando uma coisinha ou outra para não se imitar muito descaradamente, tá beleza. Ela faz isso direitinho no clipe de "Wow", boa demonstração de como ser brega com elegância.
terça-feira, 29 de janeiro de 2008
"Escritor. Especialidade: Modelos" ou "A Quase Não-Matéria"
A reportagem de capa deste mês da Rolling Stone brasileira, com a modelo Alessandra Ambrósio, tinha tudo para ser um fiasco, mas é uma das melhores surpresas que tive com um texto nesses dias. Não entendi a aposta em uma aspirante a Gisele, ainda mais depois da fraca matéria com a própria Gisele na edição número 1, de outubro de 2006. A salvação, além das fotos de Alessandra, que é realmente bonita, foi a escolha do autor da reportagem, o escritor gaúcho Daniel Galera.Galera está se tornando um especialista em modelos, profissão pela qual já passaram a personagem de seu livro mais conhecido, a Marcela de "Até o dia em que o cão morreu", e também sua namorada, Tainá Müller, intérprete de Marcela na adaptação do livro para o cinema, Cão Sem Dono.
A ansiedade dele em revelar as "angústias da vida de celebridade" e as respostas frias da modelo chegam a ser engraçadas. Quando você acha que está lendo uma matéria sobre a impossiblidade de fazer a própria matéria, como foi a da Giselle, o especialista no tema consegue virar o jogo. Contar mais estraga a graça da leitura, mas fica a sugestão. No site da revista dá pra ler uma parte.








